7,2 milhões de consumidores sofreram golpes financeiros nos últimos 12 meses, aponta CNDL / SPC Brasil
Cartão de crédito ou débito clonado e compra de produtos em anúncios falsos postados em redes sociais clonadas de amigos e/ou conhecidos foram as principais fraudes
Os golpes financeiros estão cada dia mais sofisticados, exigindo dos consumidores atenção e cuidados. Se por um lado as novas tecnologias facilitam as transações financeiras e o dia a dia dos consumidores, por outro podem ser uma ameaça. De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, 20% dos entrevistados sofreram alguma fraude em instituições financeiras nos últimos 12 meses, representando aproximadamente 7,2 milhões de consumidores.
O principal tipo de golpe foi a clonagem do cartão de crédito e/ou débito (6%), seguida pela compra de produtos em anúncios falsos postados em redes sociais clonadas de amigos e/ou conhecidos (4%), transações financeiras na conta bancária sem autorização (3%), emissão de cartões de crédito sem autorização usando documentos falsos, perdidos ou roubados (3%) e empréstimo do nome sem autorização usando documentos falsos, perdidos ou roubados (3%).
“O consumidor brasileiro está cada vez mais habituado a utilizar a tecnologia no dia a dia. O PIX é um exemplo disso. Mas é importante se manter atento, evitar clicar em links desconhecidos, enviar documentos para pessoas que não conhece independente da história que contarem e sempre conferir informações antes de fazer uma transferência’, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Depois do ocorrido, as principais medidas para resolver a situação foram o contato com a administradora do cartão (29%); boletim de ocorrência (26%) e negociação com a empresa, instituição financeira ou pessoa onde sofreu a fraude para reaver valores ou reparar danos (24%).
34% afirmam não ter conseguido recuperar o dinheiro perdido com a fraude
De acordo com o estudo, a maioria (61%) conseguiu recuperar o dinheiro, sendo que 34% recuperaram o valor total perdido no golpe e 18% obtiveram ainda um valor a mais por dano moral. No entanto, 34% não recuperaram o dinheiro.
Além das perdas financeiras, um dos danos sofridos foi a restrição ao crédito: 25% que sofreram alguma fraude ficaram com o nome negativado. E 30% relataram que foi preciso acionar a Justiça para resolver o problema.
A contratação de um advogado ou uma empresa foi mencionada por 34% dos que sofreram algum tipo de fraude.
A maioria (55%) acredita que as instituições financeiras (bancos, administradoras de cartões e financeiras) deveriam ter ações para coibir o problema das fraudes. Além desses, 31 % acreditam que deveria haver uma atuação do Banco Central. O governo (31%) e os próprios consumidores (27%) também foram mencionados.
METODOLOGIA
Público-alvo: População internauta residente nas capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos.
Método de coleta: pesquisa realizada via web.
Tamanho amostral: 667 casos e pós-ponderada considerando as capitais do país e perfil. Margem de erro no geral de 3,8 p.p. para um intervalo de confiança a 95%.
Data de coleta: 2022 – 15 a 22 de setembro de 2022 / 2023 – 31 de julho a 08 de agosto de 2023.
INFORMAÇÕES À IMPRENSA
Marina Barbosa
(61) 9 8340 0257
[email protected]
Baixar os Arquivos
Sonora do porta-voz
Vídeo do porta-voz
Pesquisa completa
Relacionadas
OmniVarejo 2026 mostra que o futuro do varejo passa por tecnologia, confiança e capacidade de execução
O OmniVarejo 2026 encerrou neste sábado (29), em João Pessoa, sua programação de conteúdo após três dias de encontros entre empresários, di...
Ler maisOmniVarejo 2026 abre programação em João Pessoa com foco nos próximos passos do varejo
O OmniVarejo 2026 começou oficialmente na noite desta quinta-feira (27), no Centro de Convenções de João Pessoa, na Paraíba. A cerimônia de a...
Ler maisPUBLICIDADE


